quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Alice Cooper - Along Came A Spider

Por Rafael Ordóñez

Conforme o prometido, aqui estou eu pra falar do segundo de três álbuns de rock que fizeram, não só a minha felicidade, mas de muitos fãs dessa vertente tão querida por todos nós neste segundo semestre.



Apresento-lhes então, Along Came a Spider. 25º trabalho de estúdio de Alice Cooper que segue Dirty Diamonds (2005). O álbum teve lançamento marcado ainda para o ano de 2007, mas devido à problemas de agenda, pudemos conferir as novas faixas de Alice e sua banda, que conta com Keri Kelli e Jason Hook (guitarras), Chuck Garric (baixo), e Eric Singer (bateria, Kiss), somente durante este segundo semestre.

O álbum, conceitual, já introduz o ouvinte à estória logo de cara, com uma narração de Calico Cooper, esposa de Alice. O que se segue, é nada mais do um moderno, e ao mesmo tempo clássico, rock'n roll típico de Alice Cooper de álbuns como Welcome to My Nightmare (1975) e Alice Cooper Goes To Hell (1976), chamado "I Know Where You Live". A introdução proporcionada por essa faixa no mínimo apaixonante e apesar dos elementos modernos presentes, como a produção, remete o ouvinte aos primeiros trabalhos do vocalista ao lado da Alice Cooper's Band.

Alice Cooper

E aquela atmosfera animada e ao mesmo tempo irônica criada com maestria por Alice Cooper predomina por todo o restante do disco, salvo as lindas baladas "Killed By Love" e "Salvation",que, sem dúvida alguma, figuram entre as melhores do vocalista, como "How You Gonna See Me Now" e "I Never Cry".

Um ponto que é importante ressaltar, é que, Along Came a Spider, por ser conceitual, não implica àquela audição massante e cansativa com todos aqueles elementos de produção e composição, como músicas ligadas umas às outras e introduções a cada duas faixas. Muito pelo contrário. As faixas não são interligadas, são individuais e merecem ser ouvidas, cada uma, com bastante atenção, e, imagino que, com o encarte em mãos (fato que não me condiz), a audição Along Came A Spider, deve se tornar uma experiência ainda mais interessante!

Tracklist do álbum:


1 - "Prologue / I Know Where You Live" - 4:21
2 - "Vengeance Is Mine" - 4:26 (Participação de Slash)
3 - "Wake The Dead" - 3:53 (Participação de Ozzy Osbourne)
4 - "Catch Me If You Can" - 3:15
5 - "(In Touch With) Your Feminine Side" - 3:16
6 - "Wrapped In Silk" - 4:17
7 - "Killed By Love" - 3:34
8 - "I'm Hungry" - 3:58
9 - "The One That Got Away" - 3:21
10 - "Salvation" - 4:36
11 - "I Am The Spider / Epilogue" - 5:21

Faixas bônus pro iTunes:


1 - "Shadow of Yourself"
3 - "I'll Still Be There"
4 - "Salvation" (Acústica)

Nota: 9,0 - Excelente lançamento!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Queen - The Cosmos' Rocks

Por Rafael Ordóñez

Desde o final do ano de 2007, vinha matutando comigo mesmo que 2008 seria um excelente ano pra música, principalmente no caso do rock, minha vertente favorita. Com o passar dos meses, minha teoria foi se revelando verdadeira, dados os lançamentos de discos como o maravilhoso Wake The Sleeper, do grupo britânico Uriah Heep, o moderno Good To Be Bad do Whitesnake, e o bombástico Nostradamus do Judas Priest, que apesar de incomum e polêmico, foi de meu agrado.


Após o frio mês de julho, e ao decorrer de agosto e setembro, o lançamento de três maravilhosos discos causaram à este que vos escreve, se é que posso dizer assim, um verdadeiro "orgasmo musical". E, por ordem reversa de audição, falarei um pouco sobre cada um desses 3 discos, ou seja, terão meu parecer sobre o último disco que ouvi.



O novo trabalho de estúdio de Brian May (guitarra), Roger Taylor (bateria) ao lado do vocalista Paul Rodgers, foi uma surpresa esperada. Esperada pois a banda, desde sua união ao veterano vocalista, que já participara das bandas Free e Bad Company, falava na gravação de um novo disco de estúdio. E surpresa porque não consigo pensar em outra palavra para definir minha primeira impressão ao ouvir essa grande atuação da banda que já não conta mais com o lendário Freddie Mercury.

Roger Taylor, Paul Rodgers e Brian May

The Cosmos's Rocks nada mais é do que a reinvenção da música do Queen ao lado de Freddie Mercury. Foram resgatadas características do passado da banda, como a inconfundível marca de Brian May e sua monstruosa técnica, e o rock'n roll de discos como Queen II (1974) e News Of The World (1977), somados à uma produção digna e a experiente voz de Paul Rodgers, que ainda figura entre os melhores vocalistas do mundo, e basta uma pequena audição de seu disco solo ao vivo Live In Glasgow (2007), onde Paul executa vários de seus clássicos da época de Free e Bad Company (além de uma faixa de The Cosmos' Rocks, Warboys), para perceber que o vocalista, mesmo ao vivo, impressiona horrores.

O disco foi lançado a 15 de setembro na Europa, e sua data de lançamento na América do Norte está marcada para o dia 28 de outubro. Sabe-se lá quando será lançado por aqui, tomara que não demore.

As Faixas de The Cosmos' Rocks são:

1."Cosmos Rockin'" - 4:10
2."Time to Shine" - 4:23
3."Still Burnin'" - 4:04
4."Small" - 4:39
5."Warboys (A Prayer for Peace)" - 3:18
6."We Believe" - 6:08
7."Call Me" - 2:59
8."Voodoo" - 4:27
9."Some Things That Glitter" - 4:03
10."C-lebrity" - 3:38
11."Through the Night" - 4:54
12."Say It's Not True" - 4:00
13."Surf's Up... School's Out!" - 5:38
14."Small (Reprise)" - 2:05

Nota: 10,0, com louvor (e em termos de melhores do ano, na minha opinião, só não superou Mr. David Coverdale e o Whitesnake com seu excelente Good To Be Bad).

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Garrafas promocionais da Coca-Cola zero

A Coca-Cola, em parceira com a Sony, diponibilizou uma edição especial de sua franquia de Coca-Cola zero para divulgação do novo filme de 007, Quantum of Solace. As novas embalagens foram disponibilizadas apenas para o Reino Unido.
Confira como ficou:

Além de Daniel Craig, como James Bond, o filme tem no elenco Gemma Arterton, Judi Dench, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Anatole Taubman e direção de Marc Foster. A estréia está marcada para o dia 7 de novembro.

Por Víctor Martins.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Crítica: Star Wars - The Clone Wars


(Star Wars – The Clone Wars, USA. 2008. 98 min. Animação, Aventura, Ficção Científica)
Direção: Dave Filoni
Roteiro: Henry Gilroy, George Lucas
Elenco (vozes): Matt Lanter (Anakin Skywalker), Ashley Eckstein (Ahsoka Tano), James Arnold Taylor (Obi-Wan Kenobi), Tom Kane (Yoda), Samuel L. Jackson (Mace Windu), Christopher Lee (Conde Dookan).


Uma vez que você entra na teia de George Lucas, é difícil escapar. A armadilha foi preparada há mais de trinta anos, quando chegou aos cinemas o primeiro filme da saga Star Wars (Guerra nas Estrelas). A trajetória da família Skywalker e Cia não só revolucionou a indústria do cinema, mas cativou gerações. Quando se é fisgado por este universo de aventura mítica em uma galáxia muito distante, sempre há expectativa pelo próximo capítulo. Mesmo quando eles não valem os trocados que dispomos para engordar ainda mais o bolso do Sr Lucas. O fato é que cada anúncio de uma nova produção parece gerar nos fãs, literalmente, Uma Nova Esperança.


O anúncio da nova trilogia causou rebuliço, mas ficou aquém do esperado. A expectativa era por uma fantástica história tensa e dramática sobre como Anakin Skywalker, destinado a ser o maior Cavaleiro Jedi de todos os tempos, se converteu no temível Darth Vader. Q que acabamos vendo na tela foi um espetáculo visual apurado, mas munido de um roteiro pouco inspirado. No entanto, é engraçado notar que o reacendimento do interesse pelo universo Star Wars gerou ótimos produtos fora do cinema, que compensaram o desempenho morno dos filmes. No meio destes destacou-se a animação Star Wars: Guerras Clônicas. Exibida no canal Cartoon Network, a série era composta de episódios curtos dirigidos por Genndy Tartakovsky, criador de O Laboratório de Dexter e Samurai Jack. A qualidade da ação e das tramas apresentadas no desenho ofuscou os próprios filmes, mostrando que as guerras ocorridas entre os episódios II e III poderiam ser amplamente exploradas. Daí surgiu a idéia de se fazer uma nova série, agora em animação computadorizada, explorando melhor o potencial desse aspecto da franquia.

O Cavaleiro Sombrio e a menina prodígio

O longa que chega agora aos cinemas é uma compilação do primeiro arco de episódios da nova telessérie. A guerra está cada vez mais acirrada entre a República e os Separatistas, com ambos os lados percorrendo a galáxia em busca de apoio. A fim de conseguirem forjar uma aliança com o poderoso contrabandista Jabba – o Hutt – os Republicanos enviam o cavaleiro jedi Anakin Skywalker em uma importante missão. Junto a ele, uma companhia inesperada e mal recebida: a jovem Ahsoka Tano, escolhida para ser aprendiz (padawan) do impulsivo herói. No seu caminho, eles serão perseguidos pelo sinistro Conde Dookan e sua principal assassina, Asajj Ventress, que tentarão a todo custo frustrar seus planos.

"Poder do Mito"? O negócio de Lucras agora é cores, luz e sons de combate

A introdução da nova personagem, Ahsoka Tano, gera sentimentos dúbios. Ver Anakin lidando com uma padawan pode parecer estranho inicialmente, mas faz sentido ao percebermos que essa missão foi dada para que ele aprendesse a lidar melhor com a responsabilidade de seus atos. Quando interagem, porém, a dupla fica parecendo mais um casal de irmãos trocando farpas e competindo entre si, apesar da inegável empatia. Uma decorrência engraçada do surgimento de Ahsoka nos faz pensar: levando em conta o fato de que ter sido a única aprendiz de Anakin é algo relevante, o que deve ter ocorrido com ela para que sequer fosse mencionada nos outros capítulos da saga? A resposta mais convincente que me vem à mente só pode ser “um fim extremamente trágico” (me desculpem crianças).

A melhor fase cena do videogame filme


E por falar em diálogos e relações, é na hora que os sabres são apagados que surge o principal defeito da animação. A expressividade facial e de movimentos sutis estão muito aquém do que vemos hoje em dia em produções 3D para cinema. Um mergulho mais a fundo nos fundamentos das obras-primas da Pixar e até mesmo de clássicos 2D da Disney trariam um ganho neste sentido. Por outro lado, o visual cartunesco e altamente estilizado é um ponto positivo que ameniza tais características.


Clone Wars está muito distante de ser uma peça relevante para a hexalogia de filmes. Seu objetivo é claramente proporcionar uma boa dose de aventura que gere expectativa para a nova série animada, na qual o diretor insiste que a trama terá maior destaque. Com o espírito despretensioso de quem gostaria de revisitar velhos lugares e presenciar uma boa ação jedi, o espectador deverá sair satisfeito do cinema. As seqüências de combate envolvendo os Clone Troopers e, principalmente, a cena da batalha na montanha são realmente sensacionais. Quanto àquela sensação de sair do cinema cativado por personagens inseridos numa saga realmente heróica, ainda não foi dessa vez que Lucas fez jus ao próprio legado.


Nota: 6,5/10 (Se tiver a paciência de remover as anchovas, a calabresa dá pro gasto)

Por Diego Araújo

sábado, 2 de agosto de 2008

sábado, 26 de julho de 2008

terça-feira, 22 de julho de 2008

Final Fantasy IV: é a SquareEnix domimando o portátil da Nintendo


Por Fernando Rodrigues

Não existe gamer que nunca ouviu falar de Final Fantasy. Acontece que boa parte dos fãs dessa franquia que conquistou milhões de jogadores foram se introduzindo aos poucos neste universo. FF VII foi o grande campeão, ainda que até hoje não tenho sido lançado um episódio ruim. É esse motivo que torna esse remake para o DS tão importante: a chance de conhecer um clássico de 1991.

Por mais que minhas expectativas eram altas, havia um certo receio. Afinal de contas, FF III foi apenas um bom jogo, e isso por causa de problemas da época (a simplicidade da história e do sistema de batalhas, por exemplo). Foi com grande surpresa que hoje pude contemplar um dos lançamentos mais importantes do ano para o portátil, e posso dizer com admiração que o salto do terceiro para o quarto episódio foi imenso, e isso se percebe logo nos primeiros momentos.

A complexidade da trama e a profundidade dos personagens me deixou sem palavras. Como, naquela época, e com aqueles gráficos, questões tão importantes eram abordadas em um jogo, de forma tão madura e inteligente? Os diálogos devem ter sofrido (no bom sentido) alterações, e com uma dublagem competente, bem como o posicionamento de câmeras nas cut-scenes (cenas não interativas) óbviamente aumentaram o impacto das cenas de história, ainda mais rodando no DS. O game ganhou modelos mais bem desenhados que o antecessor, e a trilha sonora parte para o mundo Final Fantasy que nós conhecemos, com canções belíssimas (a Theme of Love é simplesmente maravilhosa, e consigo até ver como ela poderia ser uma música respeitada caso não tivesse acompanhado um game), além de algumas clássicas da série. O sistema de batalha não faz feio dessa vez, introduzindo o ATB (Active Time Battle, uma espécie de "turnos em tempo real") e acrescentando novidades, como técnicas em conjunto. Tudo isso faz deste título um entretenimento inquestionável para os amantes dos RPGs.


A belíssima abertura do game:


Com tantos games da SE no DS, seu papel parece mais notório no portátil que o da própria Nintendo, e com todo esse recente alvoroço em torno de Final Fantasy XIII no X Box 360, não consigo deixar de pensar numa frase dita pela empresa quando se fundou (Square e Enix, antigas rivais): "Nosso objetivo é ser tão grande quanto a Disney já foi". Será que ela vai conseguir?